Semana Santa 2018

Este ano, como em tantos outros pretéritos, a Semana Santa tem como pano de fundo além da Paixão e Morte de Jesus Cristo, o tema instituído pela CNBB “Fraternidade e a Superação da Violência”, para que tenhamos momentos de reflexão e oração na intenção de vicejarmos um futuro, quando a Cultura de Paz, seja algo palpável, não utópico e intuirmos que esses momentos não podem ser, banalmente, confundidos com festas, como tão bem asseverou Pe. Paulo Marcelo em todas as suas homilias.

Há 2.018 anos, quando o velho Simeão, ao ver o Menino Jesus, predisse a Maria:__Esse Menino será causa de quedas, soerguimentos e uma Espada de Dor traspassará o seu coração… constatamos o começo de uma mudança, para uma liberdade esperada. Para tanto, constatamos, nas muitas reflexões do Setenário das Dores de Maria, o ódio instaurado por Herodes, representando o poder abusivo, ante os boatos de que um novo Rei, um novo libertador havia nascido. A isso podemos elencar os milhões de crianças apáticas, de olhos vazios sem vicejar um futuro, vitimadas pelo descaso de uma minoria poderosa, que ao marchar para a frente deixa tantos para trás. Observamos o desterro da Sagrada Família, tal qual ao que constatamos hoje nas migrações de famílias, que ao procurar um lugar para viver com dignidades serem rechaçadas, humilhadas, tratadas como coisas e parafraseando uma canção, de protesto social, constatamos veementemente que “a carne mais barata do mercado é a carne humana”.

Ao observarmos na sequência das reflexões propiciadas por essa Santa Semana, constatamos a impossibilidade do encontro de Maria com Jesus, quando ao vê-lo a mesma não pôde abraçá-lo, socorrê-lo, pois estava impossibilitada pela brutalidade emanada de um poder que fazia do governador um covarde, quando num gesto de “lavar as mãos” deixava explicito o medo de perder as benesses, que esse propiciava. Hoje, apesar da elegância dos discursos rebuscados e pela bela indumentária constatamos que o tempo avançou, mas o mundo não mudou. Observamos que aquilo que incomoda é eliminado e pior, avalizado por uma corte que manipula o estado de direito, a serviço de uma minoria, tal qual o constatado ao longo dos anos.

Na procura de Maria por Jesus, antes do Gólgota, observamos a impossibilidade, a fragilidade dessa busca. Protagonizando esse papel constatamos inúmeras mães à procura de seus filhos acidentados violentamente pelo aliciamento das drogas, pelo ter fácil aquilo que não lhes pertencem, quantas, ainda hoje, enlouquecem nas Praças de Maio do mundo à procura do paradeiro desses, propiciado pela discrepância social, fabricante de todas essas mazelas.

No Cerimonial do Lava Pés constatamos a prática da redenção. Jesus em meio a toda fragilidade humana, representada por cada um de seus discípulos, institui a Eucaristia, fazendo-se um memorial vivo a cada Sacrifício da Missa e dando ao sacerdote o poder de transubstanciar o pão e o vinho em Seu Corpo e Sangue, além de ensinar ao mundo a interação maior da Boa Nova: cuidarmos um do outro com humildade, na lavação dos pés. A isso Francisco, nosso Santo Papa, vem insistentemente reforçando essa prática, que é somente através do cuidado, da caridade poderemos transformar o mundo no paraíso ignorado por Adão e Eva.

Na sexta-feira constatamos a solidão de Jesus Cristo no sofrimento da cruz, constatamos o ódio pelas maquinações dos poderosos, constatamos o abandono dos falsos amigos, mas, também, constatamos o extremo amor de uma mãe, de um amigo, de uma amiga, que apesar das ameaças, não o abandonaram. Em dias recentes constatamos a solidão de quem são exilados pelas famílias em abrigos impessoais! Quantos se encontram vitimados pelo câncer e doenças terminais e são abandonados pelas famílias! Quantos sofrem as moléstias morais e físicas propiciadas pelos encarceramentos dos presídios, sem um justo julgamento! Quantos se encontram vulneráveis aos desabrigos das grandes cidades, sem a expectativa de dias melhores! Para tanto o amor incondicional de Jesus por nós, denunciado no madeiro da Cruz, nos dá o alento necessário e nos aponta o caminho da ressurreição! O caminho de uma nova vida!

No sábado de Aleluia é demonstrado o caminho da salvação, propiciados pelas leituras do Antigo ao Novo Testamento, quando o Ciro Pascal começa da porta da matriz e vai até o presbitério iluminando todo o breu do interior da matriz, em preparação para a ressurreição tão esperada, demonstrando com isso que Jesus Cristo é a Luz do Mundo e que sem ele não há caminho, não há salvação. Após o cerimonial o Corpo de Jesus transubstanciado percorre e abençoa a cidade, através de uma breve procissão pelo quarteirão da matriz.

No Domingo da Ressurreição constatamos que Jesus venceu a morte e constatamos na pureza de Maria da Glória, que um novo caminho está aberto a todos nós. Que a morte não é o fim e a vida é apenas um aprendizado, para algo maior e melhor que há de vir!

Feliz Páscoa a todos, com a certeza que boas coisas hão de vir!

Por João Bosco de Melo – PASCOM

Dores de Campos, abril de 2018

Fotos: PASCOM

Domingo de Ramos

Segunda-Feira Santa

Terça-Feira Santa

Quarta-Feira Santa

Quinta-Feira Santa

Sexta-Feira Santa

Sábado Santo

Domingo da Ressurreição

Noite de Natal, Noite Feliz

Aconteceu na noite do dia 24 de dezembro, noite esta que antecede o Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, na Matriz Nossa Senhora das Dores o Santo Ofício da Missa do Galo conduzida pelo pároco Paulo Marcelo, que de maneira assertiva pontuou a grande novidade que essa noite Santa nos trás ante a banalidade imposta pelo mundo. Durante o Ofício da Santa Missa a imagem de Jesus, quando menino recém nascido, percorreu a nave central soerguido pelas mãos dos seminaristas: Pablo e Jonathas até a entronização no presbitério, em meio as 04 velas do advento. Foi um momento de muita unção reflexiva. Ao final todos saíram sorrindo com a certeza que Jesus faz tudo valer a pena.

Por João Bosco de Melo – PASCOM

Dores de Campos, 25 de dezembro de 2017

Fotos: Nairon Neri Silva – PASCOM

Natal Vicentino 2017

Seguindo o lema: A Caridade abre os braços e fecha os olhos, aconteceu neste domingo, mais especificamente dia 24 de dezembro de 2017, a distribuição de cestas básicas do Natal Vicentino, quando na ocasião foram distribuídas centenas de cestas com a pretensa de minimizar o estado de penúria dos pobres  e alimentar a esperança que “dias melhores virão”. Foi um trabalho árduo, porém satisfatório, quando sob o comando do confrade: Raimundo do Buchecha, Presidente do Conselho Particular da Sociedade de São Vicente de Paulo, toda a cidade foi mobilizada no intuito de arrecadar alimentos. Foi um domingo maravilhoso, quando se pôde colocar em prática a mensagem salvífica de Jesus, promulgada por São Vicente de Paulo e formatada em Sociedade caritativa pelo Beato Antônio Frederico Ozanan.

Obrigados a todos, que de maneira direta e indireta ajudaram a tornar a vida dos menos favorecidos um pouquinho feliz!

Amém!

Por João Bosco de Melo – PASCOM

25 de dezembro de 2017

Primeiro Encontro de Adolescentes com Cristo – EAC

No último final de semana, mais precisamente nos dias 02 e 03 do mês de dezembro, através de um pedido do Pe. Paulo Marcelo Daher Gomes Filho aos 05 casais dirigentes do ECC (Encontro de Casais com Cristo), aconteceu o Primeiro EAC (Encontro de Adolescentes com Cristo) e a inserção desse Movimento na Paróquia de Nossa Senhora das Dores, na pretensa de se ter um Encontro pessoal com Jesus Cristo e de formatar uma ponte entre eles e a Igreja, uma vez que o Papa Francisco consagrou o ano do laicato, iniciado este nas Solenidades de Cristo Rei e, também, obedecendo a intenção de Dom Célio de Oliveira Goulart, no que tange a refrigeração da Igreja, pela juventude.  Entre os muitos temas explanados, através das muitas palestras, vale destacar a proferida por Pe. Paulo Marcelo, totalmente Mariana: “Eis a Serva do Senhor. Faça em mim segundo Tua vontade”, quando na oportunidade ele discorreu, apaixonadamente, sobre a disciplina e obediência de Maria, ante a vontade do Pai, além da disposição desta, ao serviço. Terminado os objetivos pretendidos no Encontro, todos rumaram das dependências da Escola Estadual Duque de Caxias à Matriz Nossa Senhora das Dores, para a Missa Festiva. Assim que o relógio marcou 19:00 horas a nave da matriz foi invadida por uma turba de jovens dançando, ostentando bandeiras, cantando “Facho de Luz” e espalhando a alegria a todos, que de emocionados recordavam a juventude pretérita. Durante a homilia Pe. Paulo Marcelo expôs, com muita competência, as armadilhas e o ambiente sórdido que o mundo oferece, através dos muitos descaminho das oportunidades vazias. E asseverou, que somente, através de um engajamento na Boa Nova de Cristo, pode-se enfrentar os obstáculos inerentes à caminhada humana. Na oportunidade discorreu sobre a coincidência desse 1º Encontro à Primeira Semana do Tempo do Advento, uma vez que ambos tem a pretensa de informar que algo novo está para chegar, pois a juventude contém em si os instrumentos e oportunidades para mudar esse mundo velho e viciado no imoral, na corrupção. Foi um encontro belíssimo, quando se pôde constatar toda a vivacidade , todo o movimento de uma Igreja, que muitos insistem em torná-la asmática, fechada.

Ao final Pe. Paulo Marcelo no alto de seus 50 anos e mais alguns se misturou à toda turba de jovens para uma foto, que ficará para a posteridade, quando a Igreja de Dores de Campos se tornou, verdadeiramente jovem, muito jovem. Em tempo vale ressaltar que participaram desse encontro 40 jovens de Dores de Campos, 20 jovens do EAC Dom Bosco (Paróquia de São João Bosco – São João del Rei) e mais a mobilização de 85 voluntários de Dores de Campos na organização do evento.

Parabéns a todos os envolvidos! Que no ano vindouro, mais jovens se aderem a esse belo movimento: “Encontro de Adolecentes com Cristo – EAC.

Por Franciole Karine Ramalho e João Bosco de Melo (PASCOM)

Dores de Campos, 06 de dezembro de 2017

Relatório do 12º Encontro da Irmandade do Santíssimo Sacramento – Cidade de Prados

6º Jubileu da Irmandade do Santíssimo, paróquia Nossa senhora da Conceição

Ontem, mais precisamente, dia 15 de novembro, defronte ao Salão Paroquial São Thomas de Aquino, às 08:40 h, rumaram para a cidade de Prados 32 componentes da Irmandade do Santíssimo Sacramento, sob o comando do Coordenador Gilmar Aparecido Tarciso, quando do 12º Encontro da tal Irmandade e também pela comemoração do 6º Jubileu da Irmandade anfitriã. Receosos dos visitantes se perderem, foram colocados fitas nas cores vermelho e amarelo amarradas nos galhos das árvores, que cortejando a todos se bruçavam, solenemente, pelos caminhos. Chegando ao local marcado todos foram convidados a fazerem o desjejum e em seguida a rezarem o terço na Igreja de Santo Antônio, quando a todos foram dadas as boas vindas pelos padres: Dirceu de Oliveira Medeiros (anfitrião), Eder Sebastião, Pedro de Jesus, José Raimundo e Antônio Claret, sendo que esse último evocou a benção do Santíssimo Sacramento e dando proteção a todos os Irmãos foram seguindo esses, de posse do Santíssimo em suas mãos, até o local, onde seriam efetuados os trabalhos, na Quadra Poliesportiva, junto ao Parque de Exposição, quando da chegada o Pe. Jose Raimundo efetuou a Benção do Santíssimo. De imediato foram apresentados os novos irmãos, que de posse de suas opas e murças foram ungidos pelo Pe. Eder Sebastião. Dando sequência aos trabalhos Pe. Dirceu de Oliveira Medeiros convidou o professor e historiador Rafael José de Souza a proferir a palestra “Irmandades Religiosas nas Minas Gerais – Séculos XVIII e XIX” que com muita sabedoria traçou uma linha do tempo pontilhando a importância dessa Irmandade fabriqueira, desde o período das Entradas e Bandeiras, mostrando sua importância nas construções de nossas belas igrejas com suas arquiteturas requintadas desde o barroco, passando pelo  estilo rococó e, ainda, toda a sua função social e cultural na formação da história do Brasil Colonial. A isso, sempre, dando os maiores créditos ao autor e historiador Dário Cardoso Vale, cuja obra “Memória Histórica de Prados” esteve à baila em todos os momentos. Na sequência foi apresentada a Comissão Diocesana da Irmandade do Santíssimo Sacramento, quando a todos foi permitido o uso da palavra, valendo ressaltar, a isso, o testemunho de Geraldo, tesoureiro, que de maneira simples e verdadeira emocionou a todos um acontecimento fatídico que ceifou a vida de sua jovem esposa. Em seguida houve o intervalo para o almoço. Após o intervalo para o quimo aconteceu a palestra de Pe. Paulo Marcelo Daher Gomes Filho, que de forma competente e linguagem simples foi delineando “O Caminho da Santidade”, como forma de mostrar a todos os presentes, que a mesma é permitida a todos, desde que se proponham a seguir os ensinamentos da Boa Nova de Cristo. A isso mencionou a parábola das Virgens prudentes e imprudentes (Mateus25. 1-13), como forma de mostrar a todos que a vigília e o mea culpa são coisas que devem ser constantes na vida, porém tendo a flexibilidade de quando cair, se levantar, quando errar, procurar acertar, lembrando, sempre, que somos humanos, que somos imperfeitos, porém tendo a noção de que a história de salvação se faz caminhado, para frente, tendo a certeza que Jesus, sempre, dará outra chance. Mediante a preparação, para o sacrifício da Santa Missa, houve diversos sorteios. Em meio à Santa Missa, Pe. Dirceu de Oliveira Medeiros homiliou, de maneira profícua, a importância da Eucaristia na vida de todos, mostrando que Jesus, quando da última Ceia deu a todos um grande tesouro, que é a sua presença real e substancial, através do pão (seu corpo) e do vinho (seu sangue). A isso fez de nós a sua “Shekinah” (habitação, morada), mostrando com isso o prejuízo da reforma protestante, que tirou de outras denominações a fração do pão. Asseverou, também, citando Pe. Antônio Vieira:__”Para Jesus foi mais difícil separar do seu povo, do que perder a sua vida”. Vale ressaltar que participaram desse grande evento os padres: Domingo Sávio, Jonas, Antônio Claret, José Raimundo, Joaquim Diogo, Pedro de Jesus, Luiz Carlos, Crésio, Eder Sebastião, Paulo Marcelo Daher, Dirceu de Oliveira Medeiros. Além de Ademir Noel, diácono permanente da Diocese de São João del Rei. Vale registrar a ausência do Bispo Diocesano Dom Célio de Oliveira Goulart, que devido a compromissos referente a outros setores da diocese, não pôde comparecer. Vale exaltar a competente banda que embalou com belas canções esse grandioso evento, valendo registra, também, a esse a presença de 41 (quarenta e uma) paróquias, 07 dioceses e 12 padres, o diácono permanente e o número presencial de 1.900 (um mil e novecentos) a 2.100 (dois mil e cem) Irmãos e Irmãs do Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Obrigado a todos pela, carinhosa, acolhida! Lembrando a todos que o próximo Encontro será na cidade de Madre de Deus de Minas.

Graças e Louvores sejam dados em todos os momentos!__Ao Santíssimo e Divino Sacramento!

Por João Bosco de Melo – PASCOM

Dores de Campos, 16 de novembro de 2017

Finados

Um sufi despertou certa noite e disse para si: “O mundo me parece uma arca na qual somos colocados e onde, fechada a tampa, nos entregamos a toda a sorte de loucuras. Quando a morte ergue a tampa, o que conquistou asas alça vôo para a eternidade, mas o que não as conquistou continua na arca, presa de mil tribulações. Certifica-te, pois, de que o pássaro da ambição adquire asas de aspiração e dá ao teu coração e à tua razão o êxtase da alma. Antes que se abra a tampa da arca, converte-se num pássaro do Espírito, pronto para estender as asas”.

Para tanto, queridos paroquianos, finados é uma data que estabelece, para nós uma reflexão:__a vida é impermanente!  Se recorrermos a um jogral, que Maria José Lopes de Andrade gostava de fazer, quando professora  …A vida é o dia de hoje, a vida é um ai que mal soa, a vida é a sombra que foge, a vida é uma nuvem que voa! A vida é um sonho tão leve, que se desfaz como neve e como fumo se esvai!… veremos que se faz urgente termos uma vida saudável, distante daquilo que nos puxa para baixo, pois não sabemos o dia em que a vida será tirada de nós:Entretanto, o Dia do Senhor virá como ladrão, no qual os céus desaparecerão ao som de um terrível estrondo, e os elementos se desintegrarão pela ação do calor. (2 Pedro 3,10). A tudo isso Pe. Paulo Marcelo discorreu com muita propriedade no ofício da Santa Missa defronte do Cemitério.

É bom saber: (Sobre o Sufi: trecho retirado da obra “A Conferência dos Pássaros” e sobre o jogral, se refere a trecho de um poema de João de Deus Ramos)

Por João Bosco de Melo

Dores de Campos, 02 de novembro de 2017

Nossa Senhora Aparecida “300 anos”

A imagem de Nossa Senhora Aparecida encontrada em 1717 no rio Paraíba é símbolo de devoção e fé entre brasileiros de todo o Brasil. No início a devoção a essa santa era restrita aos pescadores simples que a acharam e a alguns moradores da vila. A esse tempo os milagres foram se espalhando e com eles a devoção, haja vista que a coroa de ouro e pedrinhas preciosas, por sobre a cabeça da imagem, foi doada pela Princesa Isabel, que na ânsia de se engravidar, porém sem sucesso, recorreu à Senhora Aparecida e conseguiu engravidar-se e conceber dois filhos. Passaram-se os anos e a pequena capela, para acolher os fiéis tomou grande devoção, tanto que é considerado o maior santuário católico do mundo. Atualmente milhares de fieis devotos vão à cidade de Aparecida a venerar em uma Basílica construída com grande estrutura para acolher a todos que buscam milagres através da Mãe Aparecida. Nesse ano de comemoração dos 300 anos o povo brasileiro está em festa e todas as dioceses e paróquias do Brasil comemoram tão especial data com festividade e alegria. A memorável data merece todas as honras e homenagens que estão sendo prestadas em todo o Brasil. Em tempo vale ressaltar que a coloração negra deveu-se às águas do rio, uma vez que ela ficou submersa por um longo período, até ser resgatada pelos simples pescadores, valendo, também, ressaltar que tal coloração foi à providência divina em repúdio à Escravidão. Não foi à toa que foi a Princesa Izabel que assinou a Lei Auréa, lei essa que infelizmente, podemos constatar que não saiu, integralmente do papel.

Em 16 de julho de 1930, por decreto do Papa Pio XI, Nossa senhora da Conceição Aparecida foi consagrada como Padroeira do Brasil. Em 1990 o Santo Papa João Paulo II consagrou o dia 12 de outubro como o dia de Nossa Senhora Aparecida e decretando tal dia como Feriado Nacional. Para fazer valer as importâncias do evento que se remonta do século XVIII, e esse mês mais precisamente no dia 08 as comemorações na paróquia de Dores de Campos iniciaram-se com a entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida. O pároco Padre Paulo fez a celebração com muita alegria e devoção, juntamente com os dorenses presentes na missa das 10h desse dia. Depois da missa, as pessoas beijaram e veneraram a imagem em sinal de respeito e devoção. A partir do dia 09 aconteceu um tríduo preparatório para o dia maior “12 de outubro”, nos quais o Padre Paulo preparou a população dorense para a grande data comemorativa dos 300 anos. Em uma das celebrações o padre chorou, ao explanar sobre atitudes de pessoas que tem desprestigiado a devoção a Nossa Senhora, descascando as imagens e demonstrando que é feita de cerâmica e gesso. A fé das pessoas está sendo objeto de ridicularização por indivíduos sem religião.

No dia 12 de outubro foram celebradas duas missas na paróquia de Dores de Campos, às 10:00 horas da manhã e às 18:00 horas, que trouxeram uma multidão para a igreja, quando o Padre Paulo abordou a importância da fé em Nossa Senhora Aparecida, venerada por milhões de brasileiros. Ressalta ainda que a devoção a Nossa Senhora remonta 2000 anos de história, a Mãe do Salvador da humanidade. Essa última foi seguida por uma procissão contrita, quando os fieis demonstraram sua fé à Mãe Aparecida. As festividades terminaram com uma linda e emocionante coroação onde o padre convidou todas as Aparecidas presentes para coroarem a virgem. A coroa foi colocada pelo pároco Padre Paulo e muitos se emocionaram. A pequena imagem de Nossa Senhora, em sua simplicidade e humildade mostra que todos independente do tamanho e classificação social, tem a mesma importância, para Deus. Amém!

Dores de Campos, 13 de outubro de 2017.
Sirlene Cristina Aliane/Pascom
João Bosco Melo/Pascom

Fotos: PASCOM

Benção da Imagem – Missa das Crianças – 08/10/2017

1º Dia do Tríduo- 09/10/17

2º Dia do Tríduo – 10/10/17

3º Dia do Tríduo – 11/10/17

Missa e Procissão em honra à Nossa Senhora Aparecida – 12/10/2017

Festa de Nossa Senhora do Rosário

Neste domingo, 08 de outubro de 2017, celebramos a memória de nossa mãe Maria, com o título de Nossa Senhora do Rosário, festa essa que deriva da festa de Santa Maria de Vitória, instituída por São Pio V depois da vitória dos cristãos de Lepanto.

Nada melhor que homenageá-la com uma belíssima missa celebrada pelo reverendíssimo Pe. Paulo Marcelo que inspirado pelo Espírito Santo proferiu uma homília muito rica em que dizia sobre a importância, nobreza e o devido lugar de Maria para nós, cristãos católicos. Em seguida, houve a piedosa procissão embalada ao som da banda de Congado de Nossa Senhora do Rosário que prestou sua humilde, mas ao mesmo tempo, singela homenagem e para encerrar com o devido respeito e veneração, nossa mãezinha foi coroada pelo nosso pároco representando cada um de nós que ali estávamos a render-lhe nossa gratidão.

Como foi gratificante e lindo ver o largo do Rosário apinhado de pessoas que mais pareciam uma rosa sendo ofertada a mãe do Rosário que tanto fez, faz e continuará fazendo por cada um que a Ela recorre.

Obrigada mãe do Rosário!

Por Ayla Darlene de Souza – PASCOM

Relatório da Festa de São Vicente de Paulo

Quem tem o hábito de participar das Santas Missas, certamente deve ter ouvido, em suas muitas homilias, Pe. Paulo Marcelo asseverar que Santos são pessoas comuns que se destacam das demais, por ter entendido na íntegra a mensagem salvífica de Jesus  Mt. 25 … eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar… e atendido ao chamado subliminar de Deus ao serviço. A Isso podemos destacar São Vicente de Paulo, que, através da máxima “a caridade fecha os olhos e abre os braços” apresentou-nos, de forma concreta, o Reino proclamado por Jesus, pois se investigarmos a Primeira Carta aos Coríntios cap.13 constataremos que o que apraz ao Pai será, sempre, a “Excelência da Caridade”. É nessa pretensa que hoje, mais precisamente dia 24 de setembro do corrente ano, o Conselho Particular da Sociedade de São Vicente de Paulo, de Dores de Campos, comemorou, com muita simplicidade, a morte de São Vicente Paulo (27/09/1660 em Paris/França), através da Celebração da Santa Missa, seguida por uma procissão em direção ao Salão José Tarcísio, Praça Altivo Moncorvo, para uma assembléia festiva, quando numa simplicidade discursiva Raimundo do Bochecha, Presidente do Conselho Particular abriu os trabalhos. Na oportunidade o confrade Edmilson José da Silva compartilhou, com todos, uma bela mensagem, seguido pelo confrade Ilailton Trindade Santana, Comissão dos Jovens do Conselho Particular de Matozinho, que na oportunidade parabenizou a todos pelas homenagens a São Vicente de Paulo e ratificou que os trabalhos deverão continuar, sempre, sob a ótica “Deste” e no respeito às regras instituídas pelo beato Antônio Frederico Ozanan. Em seguida um quarteto de meninas, oriundas da Conferência São Luiz Gonzaga, proclamou, através de uma bela canção o propósito de nossa Fé. Antes de finalizar a reunião festiva, através de uma simples oração, foi apresentado dois novos confrades e uma consorcia.

Oração da família Vicentina

Senhor Jesus, Tu que te fizeste pobre, faze que tenhamos os olhos e o coração voltados para os pobres e que possamos reconhecer-Te neles; em sua sede, em sua fome, em sua solidão e em sua dor. Suscita em nossa Família Vicentina a unidade, a simplicidade, a humildade e a chama de caridade que inflamou o coração de São Vicente de Paulo. Dá-nos a força para que, fiéis à prática dessas virtudes, possamos contemplar-Te e servir-Te na pessoa dos pobres e um dia unirmo-nos a Ti e a eles no teu reino.
Amém

Por João Bosco de Melo

Dores de Campos, 24 de setembro de 2017

Festa de Nossa Senhora das Dores – 2017

Em concordância com todas as reflexões observadas nas Missas, das diferentes localidades de nossa cidade e também no Setenário das Setes Alegrias de Maria, quando vários Padres tiveram a oportunidade de expor, sempre de forma assertiva uma releitura de cada alegria conjugada com a dor, Dom Célio de Oliveira Goulart, bispo de nossa diocese, na missa festiva em homenagem à padroeira, ratificou de forma simples, porém profunda, Sua importância no processo da, nossa, que foi o Sim Dela, que originou a redenção da transgressão cometida por Eva, no Paraíso, segundo Gênesis __ “Porei hostilidade entre ti e a mulher, entre tua linhagem e a linhagem dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar.” E no aplocalipse de São João:__Apareceu um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrela, que esmagará a cabeça do dragão”. A isso não tem como duvidar da importância dessa Grande Mulher, que todos em sã consciência a reconhece, como tal e que São Luís Maria Grignion de Montfort a denominou como:__ Collum Dei (pescoço de Deus), pois viu Nela o canal direto entre Deus e os homens. Toda a comunidade Católica dorense reconhece em Maria, a escolhida desde a criação do mundo, como a que seria a grande educadora  de Jesus, para que Este nos levasse de maneira direta ao Pai, sem o subterfúgio das cortinas do templo, que Ele do alto do madeiro rasgou.

Dom Célio pontuou o estado de prontidão que devemos ter ao atender, de forma concreta, às necessidade dos nossos irmãos e, também, que nossos rogos e nossas preces não deve nos deixar em estado de letargia e alienação, antes deve ser um estado de consciência da predições da Boa Nova, apregoada por Jesus, para a prática. Vale lembrar, em tempo, que Pe. Paulo Marcelo de forma inteligente disse que a grandeza de Maria consiste na discrição, na maneira de se fazer pequena, a isso analisou o contraste da pequenez da imagem de Maria, a Senhora de Aparecida, em contraste da suntuosidade arquitetônica de Seu Santuário. Em meio a tantos alertas denunciados em tantas reflexões, devemos policiar-nos, se o caminho que escolhemos está condizente com o ensinado por Maria a Jesus e para o caminho ensinado a nós, pois quando Ele disse: __”Mulher eis ai teu filho! Filho eis aí tua Mãe” tornou-nos partícipes da mesma família, sendo Ela a Nossa Senhora, a Nossa Mãe. Logo após a Missa Maria foi conduzida pelas ruas de nossa cidade e, quando recepcionada, novamente na Matriz e coroadas pelas mãos de Pe. Paulo Marcelo, de forma figurativa e poética os fogos de artifício trouxeram para pertinho de todos os fiéis, que soerguiam lenços brancos de paz, um céu coruscado de estrelas multicores.

Foi uma festa, tal qual às preteridas, belíssima.

Parabéns a todos os envolvidos, destacando desses o jovem Vinícius Teixeira, que com delicadeza e esmero colocou Maria, Senhora das Dores de todos nós, em belos e vastos jardins do paraíso, tais quais os sonhados, que não conhecemos, porém sentimos existir.

Por João Bosco de Melo – PASCOM

Dores de Campos, 16 de setembro de 2017