Domingo, 01 de março de 2009, às 10:00 h aconteceu na Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores dentro do Sacrifício da Santa Missa a Celebração de Envio dos Catequistas, uma vez que conjuntamente com a Quaresma se inicia mais um ano de Evangelização dos mesmos com os catequizandos.
Iniciou-se com uma procissão dos catequistas, levando consigo as ferramentas de seu trabalho (Bíblia, CD’s, DVD’s, revistas, folder) para que o Pe. Paulo as abençoasse. Na Homilia o mesmo realçou o compromisso árduo de evangelizar, de criar a disposição nos catequizandos em entender os desígnios do Pai, para tanto realçou através das leituras o tempo de quarenta dias (Gn 9,8-15/ 1Pd 3,18-22/ Mc 1,12-15), para que através das reflexões haja a conversão e o crescimento espiritual, tanto que na cabala judaica (Kabbalah= tradição) tal numeral é um espaço de tempo para tentar esclarecer indagações metafísicas sobre Deus, portanto a penitência que Noé teve ao construir a Arca, o transformou em um homem de Deus, Jesus no deserto não se sucumbiu ante as tentações. Dito isto ficou fácil de entender o trabalho árduo da lapidação que os catequistas têm pela frente, pois ensinar o Evangelho não é tarefa fácil, principalmente em um mundo onde tudo incorre na banalização das coisas de Deus e na vulnerabilidade das coisas ruins que o mundo propõe.
Com a graça de Deus já não temos uma Igreja alienada e alienante do contexto social, e tal fato se deve desde a época da Ditadura, quando a mesma (Igreja) reviu os seus conceitos ante o descalabro que ali acontecia e estabeleceu o critério que ela tem que estar onde o povo está e que tem que ter uma postura Política, pois o próprio Jesus Cristo teve esta postura ao se indispor contra o jugo romano e o farisaísmo judeu. Desde então a mesma vem a cada ano propondo um tema a ser refletido, a ser discutido de maneira plena, totalmente imbuído da realidade do povo. E o lançamento da Campanha que contem o tema é sempre lançado na quarta-feira de cinzas, pois se pretende ali, devido à própria sistemática que compõem a quaresma, que é a penitência advinda de uma maior reflexão, constatar a sua eficácia.
Qualquer transeunte que passar nas imediações da figueira na certa será conduzido quase sem querer a olhar para a Matriz Nossa Senhora das Dores, a olhar pela imponência resplandecente de sua cor amarelo ocre, e pelo brilho envernizado das pedras de São Tomé que a compõe. E aproximando na certa, também, adentrará pela nave principal e ficará mais encantado ao vê-la em seu interior, toda renovada pelas ademãos de tintas de matizes variados, do lustre central todo restaurado, e caminhado ficará maravilhado com o altar-mor soerguido em homenagem à padroeira: Nossa Senhora das Dores, e se a curiosidade aguçar mais ainda, observará uma plaqueta de cobre com a inscrição: Centenário de Nossa Senhora das Dores 1910-2010. Vale ressaltar que o altar foi bento durante a celebração do Santo Sacrifício da Missa, sábado dia 17 de janeiro de 2009, antecipando os festejos do centenário de Nossa Senhora das Dores.

