abr 22

Semana Santa, uma semana para reflexão, uma semana para nossa redenção

Estamos na Semana Santa, sendo que está foi precedida, pelo Setenário das Dores de Nossa Senhora, quando se objetivou, a esse tempo, reflexões do comportamento humano diante do mundo e, mais do que isso, de seus relacionamentos. A isso podemos nos perguntar:—Será que o Sacrifício Cruento da Cruz foi em vão? Os fatos, leva-nos a constatar o afirmativo. Infelizmente o mundo, sempre, foi polarizado entre o ter e o não ter, porém esse cenário está se tornando a cada dia mais acentuado.

A tecnologia, través da revolução industrial, que se pretendeu nivelar as desigualdades, fazer prevalecer a equivalência, pelo contrário, está se tornando uma concentradora de rendas, uma fomentadora de intrigas, de mentiras para se justificar guerras, gerando com isso um Estados de Exceções, quando os direitos são extinguidos de forma cínica, cruel, quando o admirável mundo novo, em que jorraria leite e mel, para todos, está destinado a uma parcela, a cada dia, mais reduzida. A máxima de Jesus: — Eu vim, para que “todos” tenham vida e, que a tenham em “abundância”, tornou-se algo mercantilista, para os que enchem os templos e se autodesignam, de forma cínica e sem culpas, como os arautos do Senhor, mostrando aos encantados, um Deus antropomórfico, correspondendo e justificando as suas, próprias, mediocridades. Mas em meio a esse lamaçal observamos “lírios”, tais quais Pe. Júlio Lancelotti, Papa Francisco e, tantos outros imortalizados pela história e pelos altares, apontando e justificando que a fé e a bondade, ainda não foi vencida, que a Boa Nova de Jesus Cristo se perseguida e insistida é possível.

Para tanto a Semana Santa é um momento de traçar um paralelo reflexivo entre o hoje e o ontem, para prosseguir de maneira correta um futuro promissor, tal qual o proclamado por Jesus Cristo e delineado, desde a fundação dos tempos. Se traçarmos um paralelo observaremos, que o homem, por estar em conflito consigo, extrapola este, de maneira perversa, aos que estão em sua volta e, isto gera o caos permanente em que se encontra as relações, que se encontra o mundo.

Na observância aos Antigo e Novo Testamentos, às eras Medieval e Modernas constataremos o mal instalado, às vezes sútil, às vezes descarado, sempre, na intenção de submeter os menos favorecidos, grande parcela da população, a uma realidade subserviente e degradante, para que uma pequena parcela possa desfrutar as benesses daquilo, que de maneira justa, deveria ser equivalente a todos. Aos que se rebelam a isso são chamados de Comunistas, como se nesta palavra estivesse estigmatizada o mal, quando na verdade, a mesma, simplesmente, significa etimologicamente igualdade de direitos, para todos, isto é: “tudo comum a todos”. Vale ressaltar que não estou fazendo apologia a sistemas políticos, quando sabemos, que devido aos interesses mesquinho do homem, não foi e nem será possível dar certo.

Há que entender que o sim de Maria foi de encontro a um projeto de salvação de Deus ante o Imperialismo Romano que submetia aos judeus e a plebe romana, ao regime escravocrata, tal qual fizeram os egípcios, tal qual fizeram Europa e as Américas ao retirar os nossos irmãos da África e a transformá-los em alimárias fomentadores de seus desejos mesquinhos, à república de Weimar quando da ascensão do nazismo, foram mortos mais de 06 milhões de judeus Mais tarde, aqui no Brasil, de maneira muito sutil animalizaram os nordestinos, quando das grandes construções das cidades, num regime escravocrata travestido de Boias Frias, quando aos construtores, não cabiam desfrutar daquilo que eles construíram, muito pelo contrário, sendo abandonados à própria sorte, originando desse feito o conglomerado das grandes favelas.

Há tempos que assistimos atônitos a dispersão dos povos, quando são obrigados a deixar as suas casas, as suas cidades, os seus países vitimados pelos conflitos de guerras e raciais, para um futuro incerto, sem mesmo olhar para trás, tal qual o fez a mulher de Lot, a isso lembramos do desterro de Maria, José e Jesus, quando das perseguições de Herodes. A história irá se repetir, sempre, pois a memória adormece e, em grande parte é distorcida pela oficial, em detrimento à ânsia predadora do próprio homem.

Diante de tantos descalabros, somos obrigados a concordar com o dramaturgo Plauto, quando em sua obra Asinaria asseverou:—O Homem é o Lobo do Homem. A tudo isso, parece-nos que o homem é um projeto de Deus, que não Deus certo, pois recentemente ou, melhor, atualmente, presenciamos estarrecidos o perigo da extinção da raça humana propiciada, sorrateiramente, pela Covid-19, vírus esse, segundo alguns especialistas, propiciado pela degradação da natureza pelo próprio, homem, quando a terra machucada liberara os seus micro organismos, até então, inofensivos. Paralelo a essa pandemia, constatamos a proliferação das mentiras nas redes sociais, quando a verdade é distorcida a todos os instantes, para favorecer e desculpar atitudes de homens inescrupulosos, tal qual o fizeram no julgamento de Jesus, quando proclamaram, de maneira sórdida, que o Mesmo subvertia as ordens de César no pagamento de impostos e sublevação da ordem, segundo se constata no Evangelho Lucas (Lc 23, 1-49). Porém, mesmo ante tanta vilania, numa generosidade suprema, Jesus no alto do madeiro realiza o “Pacto de Família Universal” fazendo de sua Mãe, a nossa mãe e, consequentemente Dele, seus irmãos. Mas como artimanha de divisão, muitos líderes subvertem essa verdade, de maneira ofensiva, fazendo de Nossa Senhora uma mulher qualquer.

Há que entender que Deus nos deu o livre arbítrio, para tanto, sempre, haverá consequências para as nossas ações, aliás, responsabilidades. Mediante a tudo que isso, a História Sagrada rememorada na Semana Santa oferece-nos de maneira contumaz um mergulho reflexivo de como nossa conduta se impacta no mundo e, como através dela podemos contribuir, para que tudo possa ser permitido a todos e compartilhado com todos.

Amém!

Por João Bosco de Melo – PASCOM

Dores de Campos, abril de 2022

Fotos: PASCOM – Pastoral da Comunicação

set 17

Memórias dos muitos dias da Festa da Padroeira: Nossa senhora das Dores

Quando do alto do Gólgota Jesus se dirigiu a João e a Maria, sua Mãe e asseverou:— “Mulher, eis aí teu filho! Filho, eis aí tua Mãe” foi selado, naquele momento o pacto universal pela família, no sentido de um estar, sempre, a proteger o outro, independente dos laços sanguíneos. Essa intenção se apropriou de mim desde a minha mais tenra infância, quando Maria, pelas intenções de meus pais, repassadas a mim, ciceroneou, por todos os meus momentos, o caminho, para se chegar, de maneira concreta, a Jesus e, consequentemente, a Deus. Pois nas orações e conversa em minha casa, sempre, era aberto o livro “Histórias Sagradas”, que meu irmão Toca presenteou à minha Irmã Maria José, quando este servia o exército em Realengo (Niterói/RJ). Então, pelo fervoroso amor e sob Codinome de Senhora Aparecida, Maria, sempre, teve o seu altar ornado com almofadas de cetim e miosotes de sedas, confeccionados pela Sra. Francisquinha do Venco, em um oratório, postado na cantoneira da sala de minha casa.

     Hoje, no alto dos meus 61 anos, observando, quase que melancolicamente, o movimento, na grande nave da Matriz, na Missa das 10:00 h, um filme foi se insinuando em minha memória, um filme de minha vida coadjuvado com tantas pessoas queridas, que já partiram há tempos. Um filme que começa com a aurora, quando as ruas principais da cidade eram invadidas pelos dobrados das bandas a anunciar, tal qual a um muezim, a santidade do dia, a conclamar todos às orações e, acordar com todos o compromisso da Santa Missa e da procissão em honra a essa Mulher, que se vestiu de sol e pisou na cabeça do dragão, sempre trazendo em seu colo, o Menino Deus, motivo maior de nossa fé.

     Ao observar os altares, tão bem ornamentado pelo Vinícius Teixeira, vieram a mim, também, os mais belos altares e andores de minha infância, a visitar minhas memórias, pelas mãos prestimosas das senhoras: Umbelina, Djanira, Tatinha, Laurinha, Tininha, Bruinha, Cecília do Gil e a Srta. Milota.  Também vieram a mim, pelos movimentos das portas laterais, a chegadas de todas as Marias içadas em andores simples, oriundas das zonas rurais, trazendo à padroeira, Senhora da matriz, os fundos conseguidos nas orações e nos leilões, das noites anteriores. Neste momento passaram, por mim: Pe. Assis, Pe. Antônio, Dom Delfim, Pe. Lopes, Pe. Tertuliano, Pe. Pedro, Dom Antônio, Pe. Zé Roberto, Pe. Fábio, Dom Waldemar, Pe. Paulo, Dom Célio, sempre a sorrir, Pe. João e Dom José Eudes trazendo-me, estes últimos, ao momento presente da celebração. Mesmo assim, a emoção nostálgica não se desvencilhou de mim, pois procurei na assembleia pessoas amigas, que por um lapso de distrações em suas vidas, foram ceifadas por uma morte, que parecia, ainda morar em um futuro tão distante!  A essas, em número de 51 de minha cidade, as 588 mil do Brasil e as em número de 26 milhões do mundo, o Reverendíssimo Bispo Diocesano Dom José Eudes, de forma carinhosa e respeitosa rendeu memórias e o desejo de estarem elas a morar junto ao Pai.

     Em minha memoria fui delineando caminhos, reflexões e consciência de um fervor não tão ardente, como os de minha infância, já que em todos os momentos, quase que, sem querer estabelecemos padrões comparativos nos diversos tempos de nossa vida. Porém o rosto de Maria estampado no ícone do altar principal de nossa matriz, continua carinhosamente a nos lembrar, que independente da idade dos tempos, ela estará perenemente a nos indicar o caminho que nos levará a Jesus e às bem aventuranças, propiciadas por Este..

     Salve Maria, Nossa Senhora das Dores!

Por João Bosco de Melo – PASCOM

Dores de campos, 15 de setembro de 2021

abr 08

[Semana Santa 2021] Semana Santa atípica, mas abençoada

              Mais uma vez a Semana Santa foi celebrada de maneira atípica, como no ano de 2020, mas diante da modernização da tecnologia, os membros da Pascom conseguiram transmitir todas as celebrações dessa semana tão especial para os cristãos; algumas foram transmitidas pelo Yotube, outras pelo Facebook ou mesmo nas duas plataformas digitais simultaneamente. Os veículos de comunicação radiofônicos da comunidade, a Rádio Stéreo Dores e Atrativa também foram essenciais na transmissão das celebrações. Esses meios de comunicação têm sido fundamentais na evangelização do povo de Deus em tempos de pandemia.

               Nota-se que mesmo à distância, os verdadeiros e fiéis cristãos tem participado das celebrações, alguns até com mais fervor, tendo em vista a dificuldade de acesso aos sacramentos. No sermão do Padre Javé ele fez uma reflexão interessante sobre a questão da cotidianidade das celebrações e em algumas,  poucos fiéis presentes; as pessoas tinham a oportunidade de comungar todos os dias e muitas vezes perdiam essa oportunidade tão grandiosa. Infelizmente através da dor muitas pessoas estão valorizando mais as celebrações e rituais litúrgicos. Afinal, nunca mais a religiosidade será  a mesma e nós não seremos os mesmos.

               Gostaria de finalizar ressaltando a dedicação do pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores, o servo Padre João Rodrigues de Paula, que com a ajuda de seus colaboradores caprichou nos detalhes, a igreja foi ornamentada com todo carinho, os rituais foram celebrados com esmero e as palavras do vigários ditas nas homilias, tocaram o coração de muitos fiéis. Mais uma Semana Santa atípica celebrada pelo Padre João, e ele com toda humildade e fé, conseguiu atingir os corações de tantos católicos, os quais realmente se atentaram sobre o verdadeiro sentido da entrega de Cristo e de sua ressurreição ao terceiro dia. O verdadeiro cristão é aquele que mesmo de longe consegue captar o real significado da grandiosidade do amor de Deus por nós.

Dores de Campos, 06 de abril de 2021.

Sirlene Cristina Aliane/Pascom

set 18

Festa de Nossa Senhora das Dores – 2020

Hoje, pela manhã, juntamente com o nascer dos primeiros raios do sol, a Corporação Musical de São Sebastião percorreu algumas ruas dorenses, tal qual a um muezim, a proclamar, através de belos dobrados, que o dia seria em Ação de Graças àquela que refrigera todas as aflições de seus filhos, com o cuidado de Mãe zelosa. Seus filhos, ainda meios sonolentos, acordaram e sorriram ao ouvir aquela serenata diurna e em pequenas preces improvisadas agradeceram à Maria, por mais um dia, por mais um jubileu e em um relance, certamente, relembraram do canto Magnificat, que aprenderam nos catecismo da paróquia:__De agora em diante todas as gerações me chamarão de bem-aventurada…pois reconheceram em Maria a Medianeira, aquela em que o Senhor concedeu a maravilha em ser Mãe de seu Filho Jesus.

 À tarde, entronizada, Maria percorreu todas as ruas dorenses, sem exceção, a abençoar e a auscutar, no silencio do coração de cada um, pedidos de mediação, de cura e absolvição, certamente ante as aflições causadas por essa moléstia que no decorrer deste ano vem ceifando tantas vidas, em nossa cidade, nas circunvizinhas e em todo o planeta.

À noite em Missa Festiva, sendo a mesma concelebrada por Pe. Rondineli Cristino, da cidade de Prados e,  Pe. João Rodrigues de Paula, nosso pároco, Maria foi exaltada de todas as maneiras. Valendo ressaltar  que tal celebração pôde ser entendida como pro populo, quando a mesma foi direcionada a uma pequena assembléia, que representava toda a turba de fiéis, que não puderam comparecer, devido à moléstia, já mencionada. A música dominou o ambiente, quando na oportunidade a Orquestra de Câmara, da Lira Nossa Senhora das Dores, sob a batuta do maestro José Tarcísio (Tinoca) fez com que o templo se tornasse, com a acepção da própria palavra, “um pedacinho do céu”. E defronte ao presbitério, sobre um jardim de flores brancas, lá estava Maria, a mais bela flor, a olhar por nós, a nos abençoar!

Maria, Mãe do filho de Deus, rogai por nós, que recorremos a Vós!

Por João Bosco de Melo – PASCOM

15 de setembro de 2020

set 18

Novena preparatória para a Festa da Padroeira: Nossa Senhora das Dores

Por não termos quase nenhuma intimidade com documentos de nossa Igreja, muitos, com certeza, estranharam a intenção de Pe. João Rodrigues de Paula ao delinear como reflexão nos 09 dias da Novena de Nossa Senhora das Dores, nossa Padroeira, o documento do Concílio do Vaticano II “Lumen Gentium” ou “Luz dos Povos”, mais precisamente o Capítulo VIII, quando o mesmo destaca a importância de Maria no Corpo Místico de Cristo, bem como no Mistério da própria Igreja, dando-lhe o título “A Bem-Aventurada Virgem Maria Mãe de Deus no Mistério de Cristo e da igreja”. A isso vale ressaltar o processo de Maria no processo da Salvação, quando diante do mensageiro de Deus disse o “Sim” e logo em seguida se autodenominou como “Escrava do Senhor” se destituindo da própria vontade, sobre si. Com esse “Sim” Deus conseguiu traçar uma linha do tempo entre Eva (a transgressora) e Maria (a obediente) e iniciar o processo da Salvação. É ela que, no Apocalipse de São João, é configurada como__ “Apareceu um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas”, a mais importante entre todas as criaturas, quando a ela devemos render todas as homenagens, porém, não esquecendo que seu papel é de  coadjuvante e o de  Jesus “o protagonista” de nossa salvação. Vale, outra vez, ressaltar que em sua obra “A verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria”São Luís Maria Grignion de Montfort a designa, devido à sua importância, como “Column Dei” ou “Pescoço de Deus”. Se procurarmos nas escrituras a observaremos como sendo a própria Igreja, pois quando os Discípulos de Jesus estavam se dispersando, era ela que repassava em conversa a vida de Jesus e o propósito de sua vida, que àquele momento ela já entendia o propósito de sua vida e morte. A isso é importante que observemos que a palavra Igreja etimologicamente é oriunda do grego “ekklesias – Eclésia”, que significa assembléia democrática ou, para nós cristãos: _reunião de cristãos. Para tanto não a devemos interpretá-la, erroneamente, como templo, construção de pedra. Portanto Maria é o princípio da nossa Igreja. Então, prezados paroquianos, em uma interpretação livre, é o que sugere o Capítulo VII do documento Luz dos Povos. Então na intenção de difundir o propósito contido nesse documento e elucidá-lo, o Pe. João Rodrigues de Paula pontuou com 09 tópicos, que serão expostos e refletidos nos dias seguintes, sendo hoje dia 06 de setembro de 2020 o primeiro dia, a saber:

06/09 – 1º dia: __”Maria, Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo”L G Nr.52

Padre convidado: __Pedro de Jesus Weirmann.

___Em referência ao Evangelho (Mt 18,15-20) Pe. Pedro ponderou a importância da correção fraterna como ação determinante de se ligar ao céu aquilo que está solto, isto é, ajudar a um irmão a se levantar, quando o mesmo por uma ação, indevida, se encontra caído. Para tanto nunca julgá-lo! Também, em consonância com o tópico da novena, explicitou de maneira correta que, já, no concílio de Éfeso (431 – DC) Maria era considerada como Mãe de Deus. Portanto no documento “Luz dos Povos” tal título foi, apenas, ratificado.

07/09 – 2º dia: __“Maria, Mãe dos Membros de Cristo” L G Nr.53

Padre convidado:Paulo Marcelo Daher Gomes Filho.

___Em sua homilia simples, porém profícua, Pe. Paulo Marcelo, consoante ao subsídio do dia, pontuou e discorreu sobre as 04 virtudes de Maria: silêncio, obediência, humildade e serviço.

Silêncio: Seguindo a máxima “__A Paz que você procura é o silêncio, que você não faz” (Silêncio de Maria  – Frei Ignacio Larrañaga), exaltou que o barulho do mundo, na maioria das vezes nos distrai, fazendo com que nos distanciamos de Jesus Cristo. A isso é necessário a introspecção, através da meditação, da oração.

Obediência: Uma vez que o mundo nos apresenta desafios diversos, é necessário que estejamos preparados, para adaptarmos e entendermos. Vale ressaltar do “Sim” de Maria, que fez com que todos os seus planos, para uma vida comum, se dissipassem ante às novas perspectivas que lhe foram apresentadas.

Humildade: Devemos nos policiar, para não deixar que o nosso pior inimigo “a vaidade” emerja em nós. Pois o mesmo nos distancia de tudo, tornando-nos “erroneamente” possuídos pelo brilho das aparências. Então devemos nos mirar em Maria, pois sendo Mãe do Filho de Deus, continuo firme na inteligência propiciada pela humildade.

Serviço: Não devemos ter uma fé devocional e sim aliada à pratica da caridade e do serviço aos nossos irmãos, tal qual Maria o fez, quando se embrenhou pelas estradas de Nazaré até as montanhas da Judeia, sem pensar nos perigos que poderiam advir dessa empreitada.

08/09 – 3º dia:__ “Maria, Mãe na Fé e na Caridade” L G Nr.53

Padre Convidado:Rodrigo Coimbra Ladeira.

Em sua homilia relembrou de maneira competente o projeto de Deus, para a salvação da humanidade, quando, antes mesmo da fundação dos tempos, já tinha em seu projeto Maria, a co-redentora, pois a muniu, desde sempre, das três virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade, necessárias para a educação de Jesus. Há que entendermos que Maria tem uma importância imensurável na historia da humanidade, pois ela é a ponte que nos une a Jesus Cristo.

09/09 – 4º dia:__ “Maria Colaboradora na salvação dos Homens”L G Nr.56

Padre Convidado: Geraldo Magela da Sílva.

Iniciou sua homilia explicando que o nome Maria provavelmente tem suas raízes no hebraico e no egípcio, a saber:  hebraico  Myriam, que significa “Senhora Soberana” e, no egípcio Mry, que significa “Amar, Amor” se efetuarmos a junção, explicitaremos a dimensão que a envolve:__”Senhora do amor”. E costurando a isso, citou o Sermão do Pe. Antônio Vieira, que de maneira arrebatadora assevera em seu contexto :__Maria nasceu, para que Dela nascesse Deus. Além de mostrar a confiança dos seus filhos por Mãe tão excelsa continua:__ Perguntai aos enfermos, para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação…E finalizando pontuou a grandeza de Maria em 03 momentos sublimes da trajetória de Jesus, a saber:

Encarnação: Quando o Espírito de Deus a envolve ela se percebe geradora do Filho de Deus ou, da encarnação do próprio Deus e diz o “Sim”, sem titubear, mesmo tendo a liberdade do “Não” propiciada pelo livre-arbítrio;

Ressurreição:No momento supremo da agonia de Jesus ela chora, porém ora, pois reconhece e entende, naquele momento, todos os “porquês”, que no silêncio, questionava sua alma;

Pentecoste: Sabedora da Missão do seu Filho, Maria ora com os Apóstolos  e com os Discípulos e nesse alo de espiritualidade começa a formação do Corpo Místico de Jesus:__a  Igreja.

Ao final Pe. João sintetiza toda a grandeza de Maria em uma única palavra:__”Dignidade”.

10/09_ 5º dia:__“Maria, Mãe da Vida, Mãe da Morte” G L Nr.58

Padre Convidado:Javé Domingos da Silva

Pe. Javé Iniciou a sua homilia asseverando que a Eucaristia tem a conexão com Maria, uma vez que ela contém em si os resquícios do amor de Maria, para com Jesus. Para tanto no Concílio do Vaticano IIMaria não teve a narrativa de sua vida à parte, mas proclamada como um membro amoroso da própria Igreja.  Então na reflexão do tema “Mãe da Vida e, da Morte”, Pe. Javé fez, a todos, entender, em uma visão escatológica a simbiose entre esses dois extremos: Início e Fim.

Na Vida: Ao dar a luz a Jesus Ela deu  luz à própria vida de um povo, que caminhava sob o jugo romano, à beira de um precipício. E durante a vida pública de Jesus, ela permaneceu oculta, não por uma timidez ou até mesmo a uma simploriedade, como muitos podem pensar, mas por saber, que a hora era de Jesus e, sua função era, apenas, a de educadora. Porém Ela tinha a sensibilidade, para saber a hora certa de intervir e, assimo foi nas Bodas de Caná, quando ante a uma situação que se pretendia se tornar vexaminosa aos noivos, ela sugere a Jesus  a realização do Primeiro Milagre, que foi a transformação da água em vinho.

Na morte: Maria lá esteve acompanhando Jesus, não se descabelando em desespero como as carpideiras, porémno silencio da compreensão, da aceitação. No filme “A Paixão” o silêncio, o olhar entre Mãe e Filhodenuncia essa intenção. Em meio a dissertação do tema narrou uma pequena história que ouviu de um Padre, quando este em uma pescaria e, em companhia de um Pastor Presbiteriano, em um dos afluentes do Pantanal Mato-grossense, ouviu deste último: __A minha Igreja se recente da falta de uma Mãe Bela, Calorosa tal qual a Mãe de vocês Católicos, “Maria Santíssima”.

11/09_ 6º dia:__ “Maria, Auxilio dos que necessitam de seu cuidado” G L Nr.62

Padre Convidado: Cleudir Possa Trindade

Evangelho Lc 6,39-42

Ao homiliar o Evangelho Pe. Cleudir destaca de seu contexto a intenção“Misericórdia”, isto é: acolher os outros ante suas, próprias, misérias. Pois ao amar-nos, como Deus o fez, dando o seu próprio Filho, para remir nossos pecados, ele nos ensinou e, continua a nos ensinar, a amar as diferenças, para com isso coibir aquilo que nós mais fazemos: criticar e condenar. Ele ensinou-nos, através de seu Filho “Jesus Cristo” “que a crítica só será pertinente se ela estiver atrelada ao pronome reflexivo, isto é, fazermos uma crítica pertinente a nós e, a partir daí, ponderarmos os nossos próprios defeitos e fraquezas. Citando Fausti disse:_” Se o amor de Deus criou tudo do nada, a sua misericórdia salva tudo do mal, melhor: do nada”, por que não o fazemos aos outros, também?

Dissertando sobre o tema do dia, pontuou de maneira grandiosa o Auxílio, sempre, Generoso deMaria para conosco, que somos irmãos de seu Filho Jesus Cristo. A isso recorreu ao Apocalipse de São João, quando Maria metaforicamente e profeticamente pisa na cabeça do Dragão, destruindo com isso toda a maldade, que adviriam das próprias ações de seus filhos, vitimados e algozados um para com os outros. Valendo do que mais tarde o dramaturgo Plauto asseverou: O homem é e será, sempre, o lobo do homem. A Isso, Pe. Cleudir recorreu da crueldade sutil, porém, eficaz disseminada pelas mídias sociais, quando o homem recorrendo e amparado, covardemente, da invisibilidade destrói a dignidade de muitos. Então asseverou que para esse mal devermos, sempre, sermos vacinados pela açãomisericordiosa predita por Jesus Cristo:__”Amar aos outros como a ti mesmo”.

12/09_ 7º dia:__“Maria, fiel cumpridora da vontade do Pai” G L Nr.64

Padre Convidado: José Raimundo da Costa

Evangelho Mateus 18, 21 – 35

Ao homiliar o Evangelho Pe. José Raimundo dissertou sobre o Perdão, não como um esquecimento pela falseta de alguém, para conosco, mas como a generosidade de entender o outro, de exercer a empatia, para que a partir daí possamos continuar a caminhada de fé, libertos do peso da mágoa e do rancor. Se observarmos os ensinamentos dos Evangelhosobservaremos o Perdão de Jesus, no alto da Cruz, a todos os algozes:__Pai, perdoai-os eles não sabem o que fazem! Jesus entendia, que todo pecado provém da ignorância, da vaidade, da covardia, enfim da fraqueza humana. Em meio à reflexão ele disse, que gosta de provocar a assembléia com citações numerativas deversículos, capítulos, bem como, também, citações nominativas de obras, autores, sempre, com a intenção pedagógica de incitar a todos a se inteirar no conhecimento daquilo que se ouve, para uma investigação mais apuradas, para não ficar na superficialidade. Pois reconhece que a fidelidade só existe se, está, estiver imbuída de conhecimento.

Na reflexão sobre o tema do dia ele exalta a altivez e a inquietação de Maria, quando, obediente à vontade do Pai, foi ao encontro de Isabel, exemplificando, que deveremos ser uma Igreja de saída, cuja força da féestá na ação. Que devemos, sempre, soerguer e acudir quem estiver em uma situação de penúria, de aflição, pois se Seu Filho Jesus deu Sua Vida por nós, não devemos fazer por menos em relação ao outro. Reafirmando a esse gesto citou o Capitulo 15, Versículo 11, doDeuteronômio“Pois nunca deixará de haver pobres na terra; pelo que eu te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra “. Completando o propósito da obediência de Maria cita Santo Irineu de Lyon  “O nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria. O que uma fez por incredulidade, o desfez a outra pela fé”.

13/09 – 8º dia:__ “Maria, modelo de virtude, sobre a Família de Deus”. LGNr. 65

Padre Convidado: Adriano Tércio Melo de Oliveira

Evangelho Mateus 18, 21 – 35

No referido supracitado tema do dia, devemos observar Maria como sinal de Esperança, pois ante tantas atribulações que o mundo nos impõe, Ela surge como proteção, a delinear-nos o caminho correto a percorrer, como Mãe Zelosa. Quando nos derradeiros momentos de sua crucificação Jesus Cristo diz:__Mãe, eis ai teu filho, filho eis ai tua Mãe, Este estabelece o pacto da Família Universal dando-nos Maria como Mãe e tornando a nós seus Irmãos. E uma vez rasgado o véu do templo faz de Maria nossa fiel Intercessora. Ante aos pés da Cruz, Maria entende, completamente, toda a conseqüência salvífica de seu “Sim”. E relembrando a live de ontem, à noite, quando Maria foi tão poeticamente exaltada, através de vozes melodiosas e intenções puras, a vislumbramos, de maneira sobrenatural, sobre um pilar a nos observar, compassivamente, tranquilamente em sua mora, a nos convidar a, rezar, a estar, sempre, perto dela, tal qual o fez na cova da Iria ante os Três Pastorinhos.

14/09 – 9º dia:__”Maria, sinal de esperança, segura aos pés da Cruz”. L G Nr.68

Padre Convidado: Márcio César Ferreira

Ao homiliar sobre o tema supracitado, Pe. Márcio destaca 03 palavras: Sinal, Esperança, Cruz, que comporão um tripé, que designará a figura de Maria como matriarca no processo da salvação, a saber:

Sinal: etimologicamente tal palavra tem sua origem no latim “signalis”, que significa: coisa que chama à memória a uma realidade próxima, que nos direciona. O Sinal Maria, tende a nos tirar de uma situação de torpor, apatia, para nos mostrar que algo está acontecendo, que algo está nos sinalizando, para nos humanizar, isto é, misturarmos ao mundo, para fazê-lo melhor.

Esperança: Como dizia Paulo Freire, o mais importante é ter esperança do verbo esperançar, pois este mais do que ficar na espera, ele nos leva a sacudir-nos de nossa letargia, a nos inquietar diante das injustiças do mundo e construir um mundo, onde a felicidade é permitida a todos. Assim Maria decantou Dom Helder Câmara no seu belíssimo Sermão “Invocação à Mariama”__ Mariama, Mãe querida, problema de negro acaba se ligando com todos os grande problemas humanos. Com todos os absurdos contra a humanidade, com todas as injustiças e opressões. Mariama, que se acabe, mas se acabe mesmo a maldita fabricação de armas. O mundo precisa fabricar é Paz. Basta de injustiça!

Essa é Maria aquela que dissemina  Esperança a todos os seus filhos, irmãos de Jesus Cristo.

Cruz: É necessário que tenhamos o conhecimento, que os Evangelhos começam a partir da Cruz. Pois a partir dela era necessário que todos conhecessem o início e o caminhar de Jesus até a Cruz e à ressurreição. A isso vale ressaltar que diferente da Cruz dos romanos que era identificada como castigo e morte, a mesma entre outros povos tinha outra conotação, a saber: entre os egípcios ela (ansata ou ankh) simbolizava a vida em todos os seus aspectos, até mesmo, após a morte, como vida eterna; para os nórdicos ela se parecia com o martelo tinha o poder de conectar com o ceu, haja vista que quando Thor, filho de Odin a empunhava evocava trovões; na índia simbolizava felicidade. Então, quando Maria abraçava os pés de Jesus ela se conectava com o céu, pois Jesus estava na verticalidade entre os dois extremos céu e terra. Abraçada aos pés de Jesus ela pôde reconhecer a simbiose entre vida e morte, nascer e morrer. A isso vale relembra um trecho de um diálogo entre Maria e Jesus Cristo, contido na obra de José Luis Marin Descalso “Diálogos da Paixão”__Faz muitos anos, Filho, que eu conheço esse deserto. Ser homem é pressenti-lo e ser mulher é senti-lo duplamente. Quando geras um filho te crês, por um momento, fabricantes de vida, mas as próprias dores do parto te dizem que é a morte que geras, que dás à luz o fugitivo e que te saem do ventre pedaços de vida e morte embaralhados. Todas as Mães sabem que dão à luz aprendizes de morto. Mas eu cri que, ao menos Tu, serias diferente. Se nasce um Deus, por que hás de ser Mortal?…

Por João Bosco de Melo – PASCOM

Dores de Campos, 14 de setembro de 2020

ago 20

Semana da Família _ “Eu e minha Casa serviremos ao Senhor!

Etimologicamente, família advém do latim “família”, que pode ser formada por um grupo de pessoas com interesses comuns, que habitam em um espaço denominado “Casa” e que em suas relações pessoais e interpessoais começam a formar uma nação, um país, e na expansão geográfica, deste, o planeta terra, nossa “Casa Comum”, se referindo ao Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis. Sabedores dessa célula primeira responsável, por todos os benefícios e mazelas, por todos os ganhos e conflitos na sociedade, os Bispos, que compõem a CNBB, resolveram a partir de 1992 dispensar uma semana do mês de agosto, de cada ano, “A Semana da Família”, para que em reuniões domésticas, tais como as ocorridas e descritas em  Atos dos Apóstolos, serem refletidos e buscados caminhos, em meio a tantos descaminhos, para a promoção da família e, através desta, uma sociedade mais justa, mais humana, mais igualitária. Nesse contexto, no auge de uma pandemia, Coronavirus, que vem assolando tantos irmãos, reféns de um desgoverno, a CNBB, profeticamente em 2019 propôs para esse ano, 2020, o subsídio reflexivo:__ “Eu e minha Casa serviremos ao Senhor”, Josué 45.46, porque como já sabemos, tudo começa dentro de uma Casa, se sabedora das mensagens salvíficas  de Jesus, se fará uma Sociedade, humanamente, justa. E na condução, pelo casal Regina e Dimas, aconteceu, mesmo com pequeno número de fiéis na Matriz, porém,  estendido a todos pelas plataformas digitais, a Semana da Família, quando na ocasião Pe. João Rodrigues de Paula em suas homilias didáticas pontuou, com sabedoria, cada nuance do acontecimento, aliada aos Evangelhos. A esse, acontecimento, vale lembrar, em seu encerramento, do casal Maria Cecília e Marcos, que asseverou não existir Família perfeita e  que são, através dos embates diários ocorridos entre seus membros, que avançaremos, conscientes, rumo ao mundo idealizado por Jesus.

Amém!

Parabéns à Pastoral Familiar, nas pessoas de Regina e Dimas!

Obrigado ao Pe. João, pelo apoio imensurável aos Movimentos e Pastorais!

Por João Bosco de Melo – PASCOM

Dores de Campos, agosto de 2020

out 13

Festa de Nossa Senhora Aparecida 2019

No dia 12 de outubro, o Brasil inteiro se mobiliza para festejar sua padroeira, Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Em nossa paróquia, não foi diferente.

Depois de um tríduo preparatório, os fiéis se dirigiram logo cedo a Matriz de Nossa Senhora das Dores, para a primeira Santa Missa do dia, as 08h. As 12h, as famílias de Dores de Campos homenagearam a padroeira do Brasil, cada uma, soltando um foguete. As 14h, os moradores do Bairro da COHAB, bairro que tem Nossa Senhora Aparecida como padroeira, se reuniram para uma Santa Missa.

A noite, mais especificamente, as 18h, nossa Matriz se fez repleta de fiéis para mais uma Celebração Eucarística. Em seguida, saiu a solene procissão, levando a imagem da Padroeira do Brasil aos arredores da Igreja Matriz. A chegada, aconteceu a Santa Missa festiva, encerrando assim, a festa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida – Rainha e Padroeira do Brasil, em nossa paróquia.

Por Vinícius Teixeira – PASCOM

Fotos: PASCOM

set 18

Festa de Nossa Senhora das Dores – 2019

Antecedido por sete dias de visita aos bairros da cidade e por uma piedosa novena, com pregadores convidados a cada dia, para fazerem uma reflexão sobre o tema proposto, o dia 15 de setembro, amanheceu logo às 05h da manhã com a alvorada festiva pelas ruas da cidade. Às 08h houve a primeira celebração da Santa Missa do dia, presidida pelo Revmo. Sr. Pe. Rodrigo Coimbra Ladeira, filho da terra.

Às 10h, a segunda celebração da Santa Missa, presidida por nosso pároco, Revmo. Sr. Pe João Rodrigues de Paula, e abrilhantada pela belíssima orquestra da Lira Nossa Senhora das Dores. Ao meio dia, foi a vez dos paroquianos homenagearem a padroeira, com a queima de fogos.

Na parte da tarde, às 16h, houve a terceira celebração da Santa Missa do dia, essa presidida pelo Revmo. Sr. Pe. Geraldo Magela da Silva. Em seguida, saiu a solene e majestosa procissão de Nossa Senhora das Dores pelas ruas da cidade, que se encerrou na porta de nossa matriz, onde, aconteceram as homenagens, saudações e a coroação da imagem, por nosso pároco, encerrando com uma belíssima queima de fogos.

A entrada da procissão, Pe. João, presidiu a última Celebração Eucarística do dia da padroeira, encerrando assim o dia maior dos festejos em nossa paróquia.

Por Vinícius Teixeira – PASCOM

Fotos: PASCOM

ago 20

Semana da Família 2019

Na última semana, ocorreu em nossa paróquia a Semana Nacional da Família, a semana contou com celebrações da Santa Missa todos os dias, e encontros diários com temas propostos pela CNBB, contando também com alguns testemunhos ao final desses encontros. Na sexta-feira, último encontro, a Pastoral Familiar de nossa paróquia preparou um delicioso café compartilhado pra todos os presentes na celebração.

Na noite de domingo, as famílias dorenses se dirigiram para o obelisco da cidade, para a Caminhada da Família, iniciada com uma palavra e uma oração proferidas por nosso pároco Pe. João Rodrigues de Paula, as famílias se dirigiram até a Matriz de Nossa Senhora das Dores, onde houve a Santa Missa de encerramento.

Por Vinícius Teixeira – PASCOM

Fotos: PASCOM

jul 11

Posse do nosso novo pároco – Padre João Rodrigues de Paula

A Paróquia Nossa Senhora das Dores da pequena cidade de Dores de Campos presenciou um momento histórico na última segunda-feira, 08. Padre João Rodrigues de Paula, natural de Barroso, tomou posse como novo pároco, recebendo a provisão para administrar e trabalhar pastoralmente na comunidade.

A recepção do sacerdote se deu com muita músicas e aplausos. Logo em seguida todos se dirigiram para a igreja matriz para a cerimônia de posse presidida pelo bispo diocesano, Dom José Eudes Campos do Nascimento, e concelebrada por diversos padres da região.

Após a leitura da provisão canônica, padre João fez a profissão de fé e seu juramento de fidelidade. O sacerdote também recebeu a chave da igreja, juntamente com alguns símbolos como a chave do sacrário, representando a eucaristia, a concha do batismo e a estola roxa, representando o Sacramento da Penitência ou Reconciliação. Ao final da missa, após a homenagem da comunidade, o padre realizou o discurso de agradecimento.

Texto de Lucas Silveira – DEDICOM

Leia a seguir o discurso de posse:

DISCURSO DE POSSE CANÔNICA – PADRE JOÃO RODRIGUES DE PAULA

08/07/2017 – PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DAS DORES, DORES DE CAMPOS – MG

– Exmo. Revmo. Sr. Dom José Eudes Campos do Nascimento, bispo diocesano;

– Exmo. Sr. Prefeito Municipal, Marcílio Tadeu Teixeira Cotta, na pessoa de quem saúdo as demais autoridades civis e militares presentes nesta celebração;

– Prezados integrantes das diversas pastorais paroquiais, irmandades e associações desta Paróquia de Nossa Senhora das Dores;

– Caros conterrâneos e fiéis das Paróquias de Sant’Ana e de Nossa Senhora do Rosário de Fátima;

– Amados e amadas do Senhor, que, a partir de minha posse canônica, foram confiados à minha responsabilidade e encargo pastoral e desta forma se tornaram os meus novos paroquianos.

Esta noite do dia oito de julho de dois mil e dezenove é uma data memorável. Estou iniciando uma nova etapa da história de minha vida sacerdotal. Depois de, exatamente, duas décadas, exercendo com alegria e entusiasmo o ministério sacerdotal em minha terra natal, a cidade de Barroso, na Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, eu recebo uma nova missão em nossa Igreja Diocesana.

Não posso deixar de registrar a profunda gratidão a Deus e a todos aqueles que fizeram parte desta história, que se iniciou no distante ano de 1999. Foi um enorme desafio começar uma nova Paróquia. Foram anos de trabalho fecundo e constante com o apoio irrestrito da população de Barroso. Juntos caminhamos e construímos, estrutural, pastoral e espiritualmente, a nova realidade eclesial: A Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Fátima com sua própria identidade, que ultrapassou os limites do município e é admirada e reconhecida pela beleza de suas igrejas e pelo incansável trabalho pastoral ao longo desses anos.

Mas a história tem o seu próprio dinamismo. A vida é sempre movimento. E por isso, nos desígnios misteriosos de Deus, que se manifestam através das pessoas, é sinalizada a hora de partir, através da determinação do Sr. Bispo Diocesano. Mesmo que as evidências humanas pareçam indicar o contrário, na condição de sacerdote, homem de fé e oração, quero interpretar esta circunstância à luz do Evangelho e ler neste acontecimento da minha vida o projeto divino que devo realizar. Mesmo quando julgamos que estamos planejando e organizando tudo de acordo com nossos critérios humanos, na verdade, é Deus quem dirige e governa todas as coisas. Somos apenas instrumentos, mesmo quando nos falta a clareza desta percepção.

Onde e como buscar forças para esta decisão episcopal? A motivação brota por saber que, em qualquer lugar, seja na Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, seja na Paróquia de Nossa Senhora das Dores, mas sempre com a presença e a solicitude maternal de Maria, mãe da Igreja, estou contribuindo, com o meu serviço sacerdotal, apesar das minhas fraquezas e limitações, para construir o Reino de Deus. Saber que se trata de uma obra divina confere alegria e prontidão na vida missionária. Recorro, neste momento, ao ensinamento de Santo Agostinho: “ Dai-me, Senhor, a força para cumprir o que ordenais e ordenai, Senhor, o que quiserdes.”

Dessa forma, estou com o coração aberto para acolher este novo horizonte pastoral que se descortina diante de mim: a Paróquia de Nossa Senhora das Dores, nesta cidade de Dores de Campos, conhecida como a capital mineira do couro. Tenho o conhecimento de que vocês são pessoas laboriosas, dotadas de um extraordinário espírito empreendedor e criativo, trabalhando não somente na grande indústria calçadista, mas também nas diversas oficinas de artesanato em couro, espalhadas pela cidade. É um mercado próspero que acolhe trabalhadores de outros municípios, inclusive de Barroso. Muitos são os jovens e pais de família que encontram aqui uma oportunidade de trabalho. Hoje, na minha pessoa, é mais um barrosense que chega a Dores de Campos, não para ocupar uma vaga no mercado de trabalho, mas como operário da seara do Senhor, a serviço da missão da Igreja, a evangelização.

A Paróquia de Nossa Senhora das Dores tem uma história centenária, pois a conclusão da atual Matriz remonta ao ano de mil novecentos e um. Além disso, possui as suas tradições religiosas, culturais e artísticas, como a Lira e Orquestra São Sebastião e a Lira e Orquestra Nossa Senhora das Dores. Num primeiro momento, como Pároco, começarei a fazer, a partir de agora, parte desta história, observando e respeitando as suas conquistas e realizações, ou seja, o caminho já percorrido. Mas, devido ao múnus a mim confiado, não serei um mero expectador como no cinema ou diante da televisão. Percebendo os desafios e dificuldades, na condição de pastor do rebanho, como lembra o Salmo 23, devo conduzir o povo de Deus para pastagens verdejantes e águas tranquilas. É exatamente isso o que recomenda o Subsídio Doutrinal da CNBB, intitulado: Presbítero, anunciador da Palavra de Deus, educador da Fé e da moral da Igreja, no número 31: “ Os presbíteros exercerão o seu ministério, agindo não segundo o coração dos homens, mas segundo as exigências da doutrina e da vida cristã, ensinando e admoestando seus fiéis, como a seus filhos queridos.” Os navegantes, Em alto mar, encontram um farol para se orientar; as pessoas, no meio da escuridão da noite, têm a lua para iluminá-las, e nós, católicos, em meio à pluralidade e diversidade de manifestações devocionais e vivências religiosas, temos o porto seguro do ensinamento e da liturgia da Igreja Católica Apostólica Romana. Ao principiar o meu paroquiato, quero recordar as palavras do Papa Francisco na homilia da Santa Missa Crismal do dia 28 de março de 2013, quando afirmou que o padre deve ser pastor com o “ cheiro de ovelhas “, ser pastor no meio do rebanho e pescador de homens.

Tenho a convicção de que, nesta cidade, inserido na vida de vocês, como sinal e instrumento da presença de Deus, serei muito feliz, porque, como asseverou o Pe. José Carlos dos Santos, numa palestra durante o retiro espiritual do clero, neste ano: “ O que traz a felicidade é viver uma vida que tem sentido “. E para mim, todo significado da vida está na vinculação a Cristo, o supremo e eterno Sacerdote. Nesse sentido, ilumina-me a música de Frei Luiz Turra, os grãos que formam a espiga, quando diz: “ Diante do altar, Senhor, entendo minha vocação, devo sacrificar a vida por meus irmãos “.

Agradeço a todos pela presença e peço que, através da oração, da amizade e de gestos concretos, isto é, de maneira afetiva e efetiva, todos possam ajudar-me no exercício do ministério sacerdotal, enquanto invoco sobre cada um que se encontra aqui, neste momento, a proteção da Virgem Maria, nesta cidade invocada e amada com o título de Nossa Senhora das Dores.

Fotos: Vinícius Teixeira – PASCOM

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